Como o boom dos e-commerces, home office e delivery afetou o mercado digital e quais as perspectivas para 2021?

Pandemia trouxe mudanças profundas na economia e no modelo de negócios de praticamente todos os segmentos. Empresas que oferecem as mais variadas soluções online cresceram nessa esteira, como Ifood, Raccoon, Zoom e Instant Solutions

Podemos dizer que 2020 se mostrou como o ano das transformações. Devido à pandemia, foi necessário mudar completamente os hábitos e modelos de negócios. Nesse sentido, a transformação digital, tão anunciada nos últimos tempos, foi exponencialmente acelerada. Aqueles que já investiam no setor, se profissionalizaram ainda mais. E aqueles que estavam de fora, entraram para o mundo virtual. E o que não faltam são números que comprovam o fenômeno: aumento nas vendas de e-commerces, boom nos deliverys de restaurante, aumento de soluções em nuvem para trabalho em home office.

Atualmente, o Brasil conta com mais de 900 mil lojas on-line, um crescimento de 37,59% em comparação com a oferta em 2018, segundo pesquisa da BigData Corp, líder no mercado de Big Data no Brasil e na América Latina. A consultoria especializada em análises do mercado varejista Ebit|Nielsen, por sua vez, aponta que o faturamento dos e-commerces cresceu 47% entre janeiro e agosto, maior alta em 20 anos, impulsionado pelo salto de 39% no número de pedidos, para 90,8 milhões, na comparação com o primeiro semestre de 2019. As vendas subiram 47%, para R$ 38,8 bilhões.

Além disso, só nos dois dias da Black Friday 2020 (26 e 27 de novembro) as vendas totais chegaram a  R$ 4,02 bilhões no e-commerce, número 25,1% maior em relação ao ano passado. O levantamento aponta ainda que foram mais de seis milhões de pedidos gerados, 15,5% superior a 2019, e um ticket médio de R$ 652, 8,3% maior do que o período anterior. Apenas na sexta-feira, o faturamento ficou em R$ 3,1 bilhões (+24,8%), impulsionado por 4,6 milhões de pedidos (+15,7%) e um ticket médio de R$ 679 (+7,8%).

Já os restaurantes viram os aplicativos de delivery como um aliado para continuar atendendo os clientes. Apenas entre os meses de abril e junho, os gastos com os principais apps de entrega de comida cresceram mais de 100%. O iFood anunciou a marca de 39 milhões de pedidos ao mês durante a pandemia. O número foi obtido em junho deste ano, impulsionado por um crescimento de 44% nos pedidos para pequenos e médios restaurantes. Atualmente, o aplicativo de delivery conta com mais de 212 mil restaurantes parceiros, um crescimento de 32% em relação a março deste ano, quando a empresa registrava 160 mil.

Acerca dos trabalhos em home office, empresas que atuam em teleatendimento, estruturação de soluções à distância e em nuvem, entre outros, também registraram forte crescimento.  Um desses exemplos é a Instant Solutions, empresa desenvolvedora de plataformas de comunicação para o segmento corporativo, especialmente para o mercado financeiro, e-commerce e saúde.

Com uma base de mais de 900 clientes, a empresa viu sua demanda crescer 50% em 2020. “A partir de março, fomos procurados maciçamente por empresas com uma necessidade extrema de viabilizar o teletrabalho em curtíssimo período.  De imediato, migramos toda a estrutura de trabalho de nossos clientes em 48h para trabalho em casa. Estamos falando de operações “missão crítica”, como no mercado financeiro, e-commerce e saúde, com um grau de exigência altíssimo, cujas mínimas operações do dia a dia são auditadas”, explica Paulo Mannheimer, CEO da Instant.

Segundo Paulo, essa migração foi facilitada pelo fato de a Instant oferecer soluções 100% em nuvem.  “A empresa não precisa instalar absolutamente nada no escritório, na verdade ela não precisa nem de escritório, até o PABX dela pode ser operado em nuvem”, detalha.

O Zoom, empresa similar com atuação mundial, anunciou um crescimento de 169% de receita só no primeiro trimestre de 2020. Analistas estimavam uma receita de US$ 202,7 milhões, mas o resultado da companhia superou as expectativas, atingindo US$ 328,2 milhões de dólares.

E 2021?

Para Lucas Palhares, Diretor Comercial da agência de marketing digital Raccoon, o boom de digitalização de 2020 tende a evoluir para uma experiência de transformação digital mais profunda em 2021. “Não adianta o cliente ter um e-commerce, mas oferecer uma péssima experiência de compra. Não adianta ele se posicionar nas redes sociais, mas não interagir nas redes sociais. Não adianta ele passar a produzir conteúdo para seu blog, sem uma estratégia de SEO adequada. Não adianta o preço da loja física e da digital ser diferente. Então, eu entendo que a integração profunda do digital com o negócio como um todo é o próximo passo. O digital não é um setor separado da empresa. Ele é a empresa e grandes players já estão nesse movimento”, avalia.

Para Paulo Mannheimer, da Instant, o desafio relacionado ao trabalho à distância e em nuvem foi totalmente quebrado, e de forma irreversível. “A pandemia forçou o trabalho remoto e tudo teve que ser feito muito rápido. E para a surpresa do mercado, os sistemas funcionam, custam mais baratos, são altamente seguros e as equipes mantiveram ou aumentaram sua produtividade. Esse fenômeno também abre a possibilidade de se contratar e trabalhar com pessoas ao redor do mundo. Na nuvem não há distância.  Então, eu creio que essa revolução foi positiva e veio para ficar”, finaliza.

 

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